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Na prática, o que significa ser DIFERENTE?

Brendo Camargo / Agosto de 2018 / Marketing
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Ser diferente é o maior desafio das empresas modernas. Steve Jobs, uma das mentes mais brilhantes da história, uma vez disse "Vivemos em um mundo tão barulhento e complicado, que não teremos muitas chances de fazer com que as pessoas se lembrem de nós (empresas)". Isso foi na década de 90, em uma apresentação para colaboradores da Apple, após o seu retorno para a companhia, que sempre foi uma das empresas (senão A empresa) mais inovadoras do mundo. Embora já se tenham passado mais de 20 anos desde a declaração do co-fundador da Apple, isso ainda faz muito sentido nos dias de hoje.

A atenção das pessoas está sendo cada vez mais disputada por empresas que seguem na busca incessante de vender mais. Na mesma levada, as pessoas prestam cada vez menos atenção em anúncios irrelevantes, porque elas têm hoje o poder de escolher o que querem consumir. Elas pulam propagandas no YouTube e pagam assinaturas premium no aplicativo de músicas, simplesmente porque não querem ter a experiência interrompida por anúncios. Precisamos prestar atenção nisso. As pessoas estão pagando para não ver anúncios. Empresas que não se desafiarem a fazer diferente, ficarão para trás em muito pouco tempo. Não é uma previsão, é uma constatação.

Ao longo deste artigo, vamos analisar o panorama atual do que está sendo feito no mercado em geral, abordar práticas para estimular o pensamento estratégico diferente e claro, dar exemplos para mostrar que a diferenciação é o caminho mais consistente para o sucesso das empresas que querem uma vida longa e saudável. Se é isso que você quer para a sua empresa também, venha comigo e vamos juntos!

Não é mais sobre os produtos ou serviços. A venda mudou.

Os consumidores já não buscam mais produtos ou serviços. Isso mudou. Eles estão buscando algo a mais, algo que - às vezes - eles nem podem tocar. Algo intangível. Eu estou falando de propósitos, experiências, preenchimento, satisfação, status.. É, não é simples satisfazer o consumidor moderno, mas também não é um bicho de sete cabeças. O primeiro passo para atrair esses consumidores, é exatamente prestar atenção nesses aspectos de comportamento. Pensando nisso, o seu primeiro exercício deve ser entender quais são os propósitos da sua marca; qual é o tipo de experiência que a sua marca oferece para o consumidor que compra seu produto ou serviço; ou até mesmo o status que ela gera na vida desse consumidor. Será que a sua marca empodera as pessoas?

Veja este vídeo na Nike, em uma das suas melhores campanhas "Encontre Sua Grandeza":

Lembrem-se, a Nike é uma empresa de calçados, roupas, artigos esportivos.. mas quando você olha para a Nike, dificilmente terá essa imagem de "empresa de calçados".. é uma sensação diferente, não é? Nesta campanha, assim como na maioria das tantas outras que já produziu, você nem sequer ouve ou vê algo sobre um produto e, mesmo assim, se apaixona pela marca e paga o preço necessário para adquirir seja lá qual for o produto que você quer. O preço pago não é pelo produto em si, mas pelo o que vem junto com ele.

Vender sem falar do produto é uma arte. Mas qual é o segredo?

Se já sabemos que as pessoas não estão comprando produtos ou serviços, precisamos identificar e explorar aquilo que realmente importa para elas. Isto é, devemos estimular nosso próprio pensamento estratégico a entender o que as nossas marcas podem entregar de valor para essas pessoas a ponto de fazê-las nos escolherem em meio a milhares de outras opções. 

Aqui na imarkt, nós temos duas personas, uma masculina e outra feminina, mas independentemente do gênero, elas possuem muitas coisas em comum. São jovens, empreendedoras, inteligentes, independentes, famintas por conhecimento, cheias de disposição e, o melhor de tudo, querem ser diferentes. Após descobrir tudo isso, nós entendemos que a maneira certa de se comunicar com elas era através de histórias. Suas histórias. Por isso, além de estimular a todo tempo esse pensamento estratégico através dos nossos conteúdos, nós também as empoderamos por aquilo que elas são e fazem.

Veja o vídeo abaixo e entenda melhor:

Marcas que têm uma história para contar, atraem pessoas com interesses e propósitos similares. É simples. Atraímos aquilo que somos. Então se você está aí pensando em como vender sem falar do seu produto ou serviço, comece pensando na história da sua empresa e na dos seus clientes. É uma história compatível? É algo que as pessoas pararíam para assistir, ouvir ou ler? Ao contar uma história relevante, que faz sentido para os seus clientes, sua chance de construir uma comunidade é muito maior.

Marcas diferentes construem comunidades, não audiências.

Outro aspecto muito importante de marcas que são diferentes é que elas buscam a construção de comunidades, não de audiências. Audiências te assistem. Comunidades te seguem (seja lá onde você estiver). E a maneira de se construir uma comunidade, não é falar sobre produto ou serviços. É falar sobre os valores da marca, sobre suas crenças e de que forma ela se propõe a ajudar as pessoas. Mas por quê? Porquê produtos e serviços são copiáveis. Valores e crenças, não. E não pense que estou aqui falando tudo isso e dizendo que não devemos pensar no dinheiro. Não é isso. Dinheiro é importante. Muito importante.

Veja no vídeo abaixo a melhor definição sobre dinheiro, por Simon Sinek (tradução livre logo abaixo do vídeo):

"Dinheiro é gasolina. Gasolina é importante. Não tem nada errado com dinheiro. A gente só precisa entender o propósito do dinheiro. A empresa é o carro e dinheiro é a gasolina. Então não importa o quão incrível é a sua causa ou a sua cultura. Se você não tem dinheiro, você não vai a lugar algum. Talvez você tenha comprado o carro mais bonito de todos. Mas sem gasolina, você não tem aonde ir. O propósito de um carro não é comprar gasolina. O propósito de uma empresa não é fazer dinheiro. O propósito de um carro é de chegar a algum lugar e a gasolina vai te ajudar nisso. O propósito de uma empresa é de alcançar algo maior, de fazer bem e de contrubuir com a sociedade, e dinheiro te ajuda a fazer isso. Muito necessário. Muito importante. Mas não é a grande razão pela qual compramos um carro ou fundamos uma empresa em primeiro lugar."

Entende? Não estou sendo utópico e achando que não precisamos de dinheiro. Sim, nós precisamos, mas a construção da comunidade, a atração de pessoas que te seguem, passa muito pelo que você tem a oferecer ALÉM dos produtos e serviços. A Apple talvez seja o maior exemplo dessa construção de uma comunidade apaixonada, vidrada e que segue a empresa em todos os passos. Para se ter uma ideia, as pessoas lotam espaços e param tudo para assistir os lançamentos oficiais da empresa. 

A Apple tem espaços em suas lojas que ajudam as pessoas a descobrirem os melhores recursos dos seus produtos, para que assim, elas possam criar coisas incríveis através de desenhos (IPad), Vídeos e Fotos (IPhone), Atividades Físicas (Apple Watch) e etc. O céu é o limite. O grande ponto de reflexão aqui é que a Apple tem a crença de que as pessoas que pensam diferente podem mudar o mundo para melhor. E a maneira que eles transmitem essa ideia é inspirando essas pessoas a fazerem e serem diferentes através de exemplos. Isso não é algo novo. Steve Jobs começou a fazer isso lá trás e, talvez por isso, seja considerado uma das pessoas mais inovadoras de todos os tempos. 

Veja uma das campanhas mais inovadoras da Apple, que foi ao ar na década de 90 e que também não fala de produtos, mas sim da crença da empresa no pensamento diferente:

O objetivo da campanha (e da empresa) é exaltar aqueles que pensam diferente e, óbvio, estimular outras pessoas a pensarem assim também. E a missão da Apple é oferecer todas as ferramentas (produtos) para que essas pessoas tenham sucesso em seus objetivos (sejam eles grandes ou pequenos).

Como a sua marca pode vender sem falar dos produtos/serviços?

Essa é a tarefa que eu deixo para você pensar sobre. Como a sua marca pode vender sem falar dos seus produtos ou serviços? Para que você possa pensar nisso com clareza e objetividade, comece elencando os valores e crenças da sua marca. Esqueça a tradicional frase "Meu diferencial é qualidade", pois não é. Depois, descubra o que os seus clientes estão buscando além dos produtos (você pode perguntar, não custa nada - literalmente). E, então, comece a ter uma conversa mais próxima com eles. Conte uma história. A sua história. A deles. Peça feedback e alinhe as visões. Se torne amigo. Construa a sua comunidade. E, se precisar de ajuda, nos envie uma mensagem. Vamos juntos!

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Por Brendo Camargo

Por Brendo Camargo
Co-Fundador

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